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Pressupostos: suposições tomadas como certezas

Procuramos frequentemente lá fora aquilo que precisamos de encontrar dentro de nós. No entanto, continuando a fazê-lo, estaremos sempre dependentes de um mundo ilusório.

O teu mundo real é aquele que está dentro de ti. Julgamos ter certezas sobre tudo o que está lá fora, mas na realidade só temos suposições.

Suposições sobre algo que não vemos nem pela metade, especialmente de tão automático que é. Podes ler um texto em que diversas letras ou mesmo palavras estão apagadas pelo tempo, ainda assim entendes o contexto na maior parte das vezes.

E na maior parte do tempo é o que fazemos, estamos a preencher os brancos com a informação que temos ou imaginamos que temos, já que pensamos ser informação sobre o outro, o local ou a circunstância.

No entanto, é apenas um pressuposto.

Lembrando que, por exemplo, aquilo que entendemos como cores não o são. Nada tem cor lá fora. A cor é uma interpretação do cérebro, uma leitura feita a partir de ondas de luz com diferentes comprimentos.

E mesmo tendo aprendido uns com os outros a fazer essa leitura mais ou menos da mesma forma, ainda assim, há muitos cérebros que “vêem” estas ondas de forma diferente.

Quando falamos dos pressupostos em relação aos outros, as coisas complicam-se um pouco mais, uma vez que somos seres complexos.

A informação que falta está sempre do lado de dentro e não tens acesso ao lado de dentro do outro. Àquilo que sente, pensa, as suas interpretações automáticas…

Mesmo que o outro partilhe o seu interior contigo, estarás a confiar nos seus filtros, assim como nos teus. Nunca terás a informação completa.

Então quando algo “falha” lá fora, procura a resposta dentro porque a informação sobre todo o processo está apenas em ti.

E para encontrares algo dentro de ti precisas de o criar, quer lembrando, quer personificando, porque esse é o teu mundo. O mundo em que és tu o criador, o argumentista, o realizador, o encenador, o actor…

Não há algo que possa faltar num mundo que está completo por si só, porque é um mundo. Terás sempre uma forma de o criar, seja através do argumento, da encenação ou da acção.

Assim sendo, deixo a questão do dia:
Como vais personificar o amor hoje?
O que isto significa para ti?

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