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Limpar a mente: a prática

Tal como lá fora, cá dentro vamos acumulando “lixo”, coisas que já não são mais necessárias, por vezes emoções tóxicas. E para quê? Apenas “entulham” o nosso espaço e trazem desconforto, mesmo que apenas em segundo plano.

São exemplo daquilo que exerce peso sobre nós e o nosso bem-estar:

  • as tarefas inacabadas;
  • memórias do passado que, de uma forma ou de outra, agarramos com unhas e dentes;
  • objectivos traçados um dia e que nunca alcançámos;
  • o poder que atribuímos a palavras e acções dos outros.

De vez em quando precisamos de limpar o nosso filtro tal como limpamos o filtro do aspirador, precisamos de libertar a poeira, o lixo. Precisamos de analisar se aqueles objectivos ainda fazem sentido de acordo com a pessoa que somos hoje, com aquilo que pretendemos hoje na nossa vida.

Aquilo que já não faz sentido: fora!

Como fazê-lo? Com algumas coisas é mais fácil, com outras é mais difícil, tal como na nossa casa.

Antes de mais, fazendo-o da forma óbvia: resolvendo problemas e arrumando assuntos. Depois, podemos imaginar que o fazemos quando andamos a limpar a casa, colocando para o saco do lixo tudo aquilo que já não nos serve. Podemos varrer as preocupações e ansiedades desnecessárias.

Estaremos assim a criar espaço para o novo, sendo que algum desse entulho pode teimar em querer sair de dentro do saco. Tudo bem! Nesse momento, volte a pensar naquilo que pretende ver na sua vida, deixando bem claro , a si mesmo, o seu novo objectivo quanto àquilo, seja o que aquilo for. E persista.

Para organizarmos a casa, precisamos muitas vezes de criar novos hábitos. O mesmo se aplica à sua mente. E para criar um novo hábito é necessário treino, treino e mais treino.

Mas se exercitar, com persistência, todos os dias, a cada oportunidade que possa surgir, garanto que não precisa de muito tempo para começar a fazer as coisas da forma que pretende, de uma forma mais natural e sem necessitar de esforço.

Algo que também ajuda a sacudir o pó ao filtro é reservar um momento no seu dia para dedicar ao seu bem-estar. Que tal 30 minutos para fazer algo por si? Seja tomar um banho ou fazer uma caminhada.

Não tem 30 minutos para investir em si? Talvez levantando meia hora mais cedo?

Cada um sabe do seu horário e calendário e certamente nem todas as soluções servem para todos. Aquilo que sugiro é que analise os seus e experimente algo novo. Quem sabe, talvez a sugestão possa servir-lhe.

Mas se pode reservar-se esses momentos e se decidiu a fazê-lo, durante esse tempo não é para pensar naquilo que podia ou devia estar a fazer e sim para desfrutar o seu momento!

Exercício

Proponho-lhe uma pequena prática.

No final dia, por exemplo, reserve algum tempo para si. Para refletir.

  • Como foi o dia?
  • O que foi mais útil para si? O que lhe soube melhor?
  • O que deitar fora? O quer quer manter?

E depois:

  • Qual é aquela tarefa que tem para fazer mesmo no dia seguinte?
  • Qual a tarefa que quer realmente fazer?

Esses serão os seus dois objetivos para o dia seguinte. Fica aqui a sugestão.

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